AdriaFlex procura parceiros para três projetos de baterias que somam 170 MW na Croácia
A promotora AdriaFlex, sediada em Zadar, convida produtores independentes, empresas de energia e investidores estratégicos a integrar uma carteira de três sistemas autónomos de armazenamento em baterias que somam 170 MW. As manifestações de interesse são aceites de 2 a 13 de novembro e os projetos deverão estar prontos para construção no quarto trimestre de 2028.
Redação EuroEnergy · Croácia · 2 min de leitura
A AdriaFlex, promotora croata de sistemas de armazenamento de energia em baterias sediada em Zadar, procura parceiros para três projetos autónomos de armazenamento à escala da rede, com uma potência total de 170 MW, noticiou o Balkan Green Energy News a 2 de novembro. A empresa dirige-se a produtores independentes de energia, empresas de energia e investidores estratégicos.
O que foi decidido. As manifestações de interesse podem ser apresentadas de 2 a 13 de novembro de 2026, para projetos individuais ou para toda a carteira. A AdriaFlex propõe um desenvolvimento conjunto até à fase de pronto para construção, prevista para o quarto trimestre de 2028, após o que poderá apoiar os parceiros na contratação e no financiamento. Segundo a empresa, os direitos sobre os terrenos estão assegurados em todos os locais, os planos de ordenamento locais permitem o armazenamento em baterias e as análises preliminares de risco não encontraram restrições significativas.
Os números. A eólica e a solar representam em conjunto 44% da capacidade instalada da Croácia, segundo a associação do setor renovável OIEH citada pela publicação, enquanto o armazenamento em baterias à escala da rede está numa fase muito inicial. A Croácia registou cerca de 220 horas de preços negativos da eletricidade no primeiro semestre de 2026. A AdriaFlex desenvolve ainda uma carteira de cerca de 200 MW em fase inicial. «A Croácia está a acrescentar eólica e solar mais depressa do que acrescenta a flexibilidade necessária para as gerir», afirmou o cofundador e diretor da empresa, Santiago Mompó.
Contexto. Em março, a Câmara de Economia da Croácia (HGK) estimava que o país tinha apenas 11 MW de baterias instaladas e poderia chegar a 150 MW até ao final do ano, enquanto o Plano Nacional de Energia e Clima prevê 250 MW até 2030. Representantes da HGK apontavam então obstáculos como a tarifa de ligação, ainda por fixar, e regras pouco claras sobre as tarifas de rede para baterias. Em julho, o ministério croata do ordenamento do território emitiu uma instrução que permite construir baterias autónomas em zonas industriais e de produção antes de os locais estarem previstos nos planos territoriais, mantendo-se obrigatória a licença de localização, segundo o Lider.
Próximos passos. Após o encerramento do período de manifestação de interesse, a 13 de novembro, seguir-se-á um convite à apresentação de propostas não vinculativas. Um documento de apresentação está disponível mediante pedido, e as informações detalhadas sobre os locais serão disponibilizadas numa sala de dados virtual após a assinatura de um acordo de confidencialidade.
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