A tarifa regulada portuguesa volta a subir: mais 2,7% a partir de outubro
A ERSE aprovou em meados de setembro a primeira atualização do ano da tarifa de energia do comercializador de último recurso: a fatura média dos clientes do mercado regulado sobe 2,7% a partir de 1 de outubro. É o segundo passo do ano — em janeiro as tarifas já tinham subido 1% — e o culpado é o mercado grossista, encarecido pelo verão das tensões no Golfo.
Redação EuroEnergy · 1 min de leitura · atualizado a 29/09/2026
O ano tarifário português tinha começado suave: mais 1% em janeiro, com o preço médio praticamente inalterado, nos 19,79 cêntimos por quilowatt-hora. O verão estragou-o.
A atualização de setembro. Através da Diretiva n.º 4/2026, publicada a 15 de setembro, a ERSE recalculou a tarifa de energia do comercializador de último recurso — o mecanismo pelo qual o mercado regulado absorve, com atraso controlado, os movimentos do mercado grossista. O resultado: a partir de 1 de outubro, a fatura média das famílias que permanecem no regime regulado sobe 2,7%.
Porquê agora. Os preços spot ibéricos, que tinham descido quase um quarto no primeiro semestre face ao ano anterior, inverteram com o verão: a guerra entre o Irão e os Estados Unidos encareceu o gás natural, e o gás — mesmo marginal no mix português — continua a fazer o preço das horas de ponta no MIBEL.
Quem sente a subida. Diretamente, os clientes ainda no tarifário regulado e os do mercado livre com contratos indexados a ele. Indiretamente, todo o mercado: a tarifa regulada continua a ser a referência psicológica face à qual se calibram as ofertas comerciais — e os comparadores mensais mostram já ofertas que batem o regime regulado com margens confortáveis.
O contexto social. O escudo dos vulneráveis continua a ser a tarifa social — desconto de 33,8%, aplicado automaticamente — e a taxa reduzida de IVA para os primeiros 200 kWh mensais em potências baixas.
Os preços portugueses, dia a dia, frente ao resto da Europa, na página de preços.
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