Seis milhões e seiscentos mil contadores inteligentes: a transição invisível
A E-Redes concluiu a substituição integral do parque de contadores: 6,6 milhões de aparelhos inteligentes, instalados em dez anos com 330 milhões de euros. Sobre esta fundação, o operador de distribuição planeia a próxima década: 1,5 mil milhões de euros de investimento entre 2026 e 2030 — mais 50% do que no plano anterior — para uma rede que eletrifica tudo.
Redação EuroEnergy · Portugal · 1 min de leitura
A mais importante infraestrutura energética concluída por Portugal nesta década não se vê da estrada: está nas caixas das casas de 6,6 milhões de consumidores.
O que terminou. A E-Redes, o operador de distribuição do grupo EDP, substituiu integralmente o parque de contadores do país: 6,6 milhões de aparelhos inteligentes, montados num programa de uma década, com um investimento de 330 milhões de euros. Portugal entra assim no clube restrito dos países cem por cento digitalizados na medição — ao lado de Espanha, Itália e dos nórdicos, e com bons anos de avanço sobre a Alemanha, bloqueada nos primeiros pontos percentuais.
O que desbloqueia. O presidente da E-Redes resumiu: «sem contadores inteligentes não há transição energética». Em concreto: as tarifas dinâmicas tornam-se possíveis para qualquer um, o autoconsumo coletivo pode repartir a produção por quartos de hora, as comunidades de energia liquidam as suas trocas, e o operador vê a baixa tensão em tempo real — em vez de a adivinhar pelas reclamações.
A próxima etapa. O plano de desenvolvimento da rede de distribuição para 2026–2030 prevê 1,5 mil milhões de euros — um salto de 50% face ao plano anterior, depois de o investimento anual já ter subido de 275 milhões em 2020 para 419 em 2024. Os destinos: a ligação da vaga solar descentralizada, a eletrificação do aquecimento e da mobilidade, a digitalização dos postos de transformação e a resiliência aos extremos climáticos.
Quem paga. Como em todo o lado: as tarifas de acesso, sob a arbitragem da ERSE — que agravou exatamente as componentes de rede na última decisão tarifária. O contador inteligente foi a parte barata; a rede que ele mede é que agora encarece.
O consumo português, em tempo real, na página do país.
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