A estreia de julho: o sol liderou pela primeira vez a produção portuguesa
Em julho, a fotovoltaica produziu 932 GWh — 25,8% da eletricidade portuguesa — e tornou-se, em estreia histórica, a primeira fonte do país num mês inteiro. O parque instalado chegou aos 7.243 MW no final de junho, após anos de crescimento acelerado; a meta do plano nacional para 2030 permanece, porém, quase o triplo: 20,8 GW.
Redação EuroEnergy · Portugal · 1 min de leitura · atualizado a 29/09/2026
O país que inaugurou outrora uma das primeiras grandes centrais solares da Europa — Amareleja, no Alentejo, em 2008 — cumpriu este ano os marcos que esperava há uma década: o sol, primeira fonte de eletricidade de um mês inteiro.
A estreia de julho. 932 gigawatts-hora fotovoltaicos, 25,8% da produção do mês — mais do que a hídrica, mais do que a eólica, mais do que o gás. Em junho, o solar já tinha dado um passo simbólico semelhante, com 24,6% da produção; julho confirmou que não foi acidente estatístico.
O parque que triplicou. No final de junho, Portugal tinha 7.243 MW fotovoltaicos instalados — contra cerca de 2 GW há apenas cinco anos. O crescimento entra por duas portas ao mesmo tempo: as grandes centrais do Alentejo e do Algarve, e a vaga silenciosa dos telhados — entre dezembro e maio, o autoconsumo e a produção descentralizada somaram 201 MW, mais do que os grandes parques no mesmo intervalo.
A sombra das estreias. A mesma abundância do meio-dia alimenta as horas de preços negativos recorde da península e pressiona as redes: sem baterias que desloquem o sol para a noite, cada novo megawatt concorre com os restantes nas mesmas horas baratas.
A distância até à meta. O plano energético nacional revisto pede 20,8 GW solares em 2030 — quase o triplo do parque atual. O ritmo atual das ligações não chega; o desbloqueio dos licenciamentos e o armazenamento são, de novo, as palavras-chave.
A produção solar portuguesa, em tempo real, na página do país.
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